Autismo e terapia ocupacional: dilemas éticos e profissionais no contexto brasileiro atual
DOI:
https://doi.org/10.1590/2526-8910.cto432742971Palabras clave:
Terapia Ocupacional, Autismo, Formação Acadêmica, Políticas PúblicasResumen
Este ensaio analisa criticamente as implicações da crescente popularização do autismo no Brasil para a terapia ocupacional, a partir de uma trajetória coletiva iniciada em 2022 por terapeutas ocupacionais e pesquisadoras de universidades públicas. As inquietações surgiram diante do aumento expressivo de clínicas especializadas em autismo e da inserção precoce de estudantes nesses serviços, frequentemente marcados por vínculos precários e práticas de cuidado problemáticas. O ensaio utiliza como referencial o aparato conceitual do Complexo Industrial do Autismo, adaptando-o ao contexto brasileiro para compreender a expansão diagnóstica e a constituição de um mercado de serviços altamente lucrativo, no qual a terapia ocupacional tem ocupado posição central. São explorados três eixos analíticos: I) A Formação; II) Expansão do mercado de trabalho e intervenções ofertadas; e III) Condições de trabalho dos terapeutas ocupacionais: Espera-se contribuir para o debate acadêmico e político sobre os rumos da profissão frente aos desafios éticos e estruturais contemporâneos.
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