Integrando interseccionalidade em pesquisas baseadas na ocupação: Reflexões sobre desafios e potenciais metodológicos
DOI:
https://doi.org/10.1590/2526-8910.cto412740522Palavras-chave:
Pensamento Crítico, Teoria Crítica, Terapia OcupacionalResumo
Desde a sua criação na década de 1970, interseccionalidade tem sido adotada em várias disciplinas como teoria, referencial, lente orientadora, ferramenta crítica e muito mais. Apesar das origens no feminismo negro e das aplicações originárias estarem destinadas a articular os processos de marginalização das mulheres negras, a interseccionalidade tem sido, desde então, reconhecida pela sua utilidade em diversos contextos. Contudo, especificamente nos contextos acadêmicos da ciência ocupacional e da terapia ocupacional, a interseccionalidade permanece amplamente discutida num sentido teórico, carecendo de aplicações críticas em pesquisa, com uma abordagem interseccional que situe os diversos marcadores sociais da diferença e ocupações em articulação com os sistemas de poder. O objetivo deste artigo é contribuir para o equacionamento desta lacuna, destacando os desafios e o potencial da pesquisa interseccional baseada na ocupação. Além da proposição criada pela autoria de quatro principais postulados para aplicar (ou ‘atuar’) interseccionalidade em pesquisas baseadas na ocupação - dado o debruçar em textos teóricos e de pesquisa - também são compartilhados exemplos que ilustram a tentativa dos mesmos em integrar uma abordagem interseccional e suas pesquisas. A reflexividade crítica sobre estes exemplos aponta para alinhamentos com uma abordagem interseccional e os entendimentos que estes possibilitaram, bem como desafios e limites na nossa aplicação da teoria. Por fim, são discutidas as direções potenciais e futuras da interseccionalidade nas pesquisas e práticas baseadas na ocupação.
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