Trajetórias de estudantes universitários autistas sob a perspectiva de Ann Wilcock
DOI:
https://doi.org/10.1590/2526-8910.cto415340803Palavras-chave:
Autismo, Ensino Superior, Atividades Cotidianas, Inclusão EscolarResumo
Pesquisas anteriores têm evidenciado as múltiplas barreiras enfrentadas por pessoas autistas em contextos educacionais, especialmente no ensino superior, onde persistem modelos medicalizantes e práticas pouco inclusivas que dificultam sua participação plena. Este estudo analisa as trajetórias educacionais de estudantes universitárias autistas em Valdivia, Chile, com base na perspectiva ocupacional de Ann Wilcock e nos estudos críticos do autismo. A pesquisa adotou um desenho qualitativo do tipo estudo de caso múltiplo, com a participação de quatro estudantes de duas universidades, utilizando entrevistas semiestruturadas e a técnica de shadowing. Os achados revelam como o diagnóstico, as experiências terapêuticas e a interação com o ambiente universitário moldam a identidade autista e os projetos profissionais das participantes. Evidenciam-se tensões entre o desejo de pertencimento e as barreiras institucionais, enquanto amizades autistas e o ativismo emergem como formas de biossociabilidade e biocidadania. O estudo destaca a importância de fortalecer políticas institucionais inclusivas que considerem as dimensões subjetivas e contextuais da experiência autista como comunidade epistêmica, promovendo trajetórias educacionais mais equitativas e significativas.
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